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O escritor português contemporâneo com maior notoriedade, José Saramago, está doente no hospital. A sua morte até já esteve anunciada no final de 2007, mas sobreviveu e até editou novo livro. Que a medicina esteja do seu lado, e o seu corpo tenha força de recuperar para que daqui a 3 meses a notícia seja de novo livro e não de coisas piores. As melhoras!
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Nostalgia do tempo que não vivi

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Todos os dias falamos no que mudou no mundo com muita admiração. Há 10 anos, uma disquete de 1 ‘mega’ transportava a informação necessária para um trabalho, um jogo, etc. Hoje compramos discos com 1000 ‘gigas’ – os impensáveis ‘teras’ – e enchemos com tudo o que a geração da internet nos disponibiliza gratuitamente. Mas o mundo mudou em outras coisas que não nos apercebemos tantas vezes.
Há 50 anos atrás, não era eu nascido obviamente, e portanto falo por histórias e recordações alheias, Os adultos da altura trabalhavam sem complexos na agricultura, e nas confecções. Ainda há quem o faça claro está. Mas a classe de onde vem a grande classe média-baixa actual vivia de trabalhos deste género. Tinham empregos de poucos escudos por mês, e a viagem da vida deles era para Lisboa, ou ao Algarve. Passávamos para alem da fronteira uns metros e tínhamos ido ao estrangeiro. Dividia-se o pão que havia na mesa, e remediava-se com uma malga de caldo. Vivia-se alegremente, ou é apenas a nostalgia de quem me conta.
20 anos depois, ou se quisermos, há 20 anos, no meio caminho entre esse passado, e o nosso futuro, Portugal teve dinheiro. As pessoas dessa classe subiram às vezes sem o perceberem na vida. As condições gerais de vida melhoraram abruptamente. A viagem da vida começou a ter aviões à mistura. Ea comida na mesa tornou-se abundante. Era tempo de mostrar riqueza e bem estar através da barriga grande. Engordamos as mesas e as carteiras e mostramos a toda a gente que o fizemos. Foi tempo de jóias generalizadas e de lançamento de marcas para estas classes, que vestiam agora moda. Perdeu-se a alegria nostálgica de quem o conta?
Nos “tempos de hoje”, regredimos. O Pais e os seus cidadãos contam trocos. Trabalham-se já turnos duplos para aguentar um estilo de vida que se acaba sempre por abandonar. Já ninguém tem vergonha de novo da calça manchada de lixívia, do carro sujo, e de anunciar que a quem tenha que ouvir que não há dinheiro para festas e festins. Perdemos a barriga cheia e a vergonha de não a ter.
Felizmente o mundo adaptou-se a nós, e os luxos que se tornaram essenciais estão agora a preços da chuva de novo. Telemóveis, portáteis, viagens low cost e outros “adereços” com que decoramos a vida. Estamos aptos a contar estes dias aos netos com as saudades de quem me conta a vida de há 50 anos.

Sem rigor histórico ou cientifico, assim vejo a mudança do mundo em que eu não vivi naquele em que me vejo a crescer.
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Lisboa é Portugal, o resto é deserto.

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Em Portugal passamos a vida a debater centralismo, a discutir descentralização do poder e ciclicamente a falar sobre regionalização. Mas há uma coisa quem em Portugal temos que mudar mais urgentemente: as mentalidades. Seja nos discursos políticos, nas discussões de fórum nacional, ou, principalmente, na comunicação social existem duas realidades no país: a de Lisboa, a cidade de Portugal, e aquelas notícias "patuscas" muito giras para encher telejornais nas aldeias sem habitantes ou no Portugal Rural em geral. E esta mentalidade passa para as decisões e para as distribuições de investimento nacional. Fica aqui mais um exemplo de notícia sobre A Cidade, seja ela qual fora para mim que sou da aldeia.
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Há quem tenha a mais, e quem tenha a menos..

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O Casimiro Silva deixou uma pergunta num dos seus posts de ontem: Onde pára o planeamento neste país?

Eu descobri a resposta: Está numa sala cheia de licenciados em vários cursos da área e mais uma porrada de indivíduos para sempre incógnitos a fazer contas para tentar provar que é preciso uma terceira ponte sobre o Tejo e um novo aeroporto para lá para a terra de quem importa.
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Durão não...

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“Durão Barroso foi um defensor acérrimo de Bush, da invasão do Iraque e do neoliberalismo e acho que o doutor Mário Soares tem razão, se os socialistas europeus votam no Durão Barroso é a prova da crise dos socialistas europeus. Independentemente da pessoa, não se pode ser um seguidista de Bush e um admirador de Obama”

Durão Barroso até há bem pouco tempo poderia parecer um nome consensual para a recandidatura. De hás uns tempos para cá a situação alterou-se e começaram-se a ouvir nomes de alternativas para um dos cargos mais importantes da Europa. A bomba chegou a Portugal pelas mãos da eurodeputada Ana Gomes e começou a dar que falar. Os argumentos apresentados por Manuel Alegre e Paulo Pedroso, podem à partida parecer uma tentativa de levar uma vitória caseira para uma disputa europeia - visto que o nome de António Guterres foi sugerido - no entanto os argumentos apresentados parecem-me válidos. Estando a Europa a atravessar uma das suas maiores crises por reflexos de falta de regulação dos mercados, o neoliberal Durão pode, de facto não ser a solução a adoptar pelos Socialistas Europeus.
E se o português terá a primeira impressão, mais desatenta, de achar esta recusa de apoio a José Manuel um acto de atentado para com a pátria, terá de reflectir que este foi o senhor que trouxe Bush às Lages, e apoiou a entrada no Iraque à procura de armas que não existiam.
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Abertamente Falando citado no Público

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caderno P2, jornal Público 5 de Abril 2009
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Prémios destes...

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Sem querer estar a ligar o "achometro" quanto as causas que levam a esta pouco digna distinção importa antes tentar percebe-las. Se for caso disso investir na prevenção, na informação, ou ainda na melhoria das condições desta estrada. Porque este é o tipo de prémios que nenhum concelho gosta de receber.
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Descubra o ponto em comum entre os dois videos

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A falta de respeito vem duas vezes da mesma boca. Pensem bem antes de reelegerem deputados destes.
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Na terra da impunidade (2)

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Não sendo hábito juntar-me às causas deste partido, resta-me dizer que nesta causa sinto-me filho da mesma luta. Contra a impunidade, já!
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Na terra da impunidade

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Na terra da impunidade Jorge Nuno Pinto da Costa está livre e continua a passear no seu mundo do futebol onde já foi provado que é corrupto (na forma tentada dizem). Na terra da impunidade Domingos Névoa acaba por se demitir por ele próprio vítima da pressão pública, porque na terra da impunidade Domingos Névoa é culpado de corrupção, paga 5 mil euros e é nomeado para uma empresa com dinheiros públicos. Na terra da impunidade inventam-se declarações, roubam-se provas e abrem-se telejornais e jornais com gordas que dizem mentiras. Na terra da impunidade isto é possível.
A terra da impunidade é também a terra sem memória. Porque na terra sem memória aquilo que fazemos hoje é esquecido amanhã. Para o bem e para o mal. E aquilo que não fazemos hoje também é esquecido amanhã. Para o bem e para o mal.
Porque na terra sem memória quem faz mal passa impune. Quem faz mal ou não faz passa despercebido e volta à ribalta como se tivesse feito. Feliz na terra da impunidade e sem memória que é Portugal.
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Regresso

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O Abertamente Falando tem-se feito de férias e regressos. Anunciados e de surpresa. Promessas de maior frequência e momentos de "compêndio" de ligações externas para textos alheios. Hoje mudou de cara. Em definitivo creio. O tempo. Esse ele próprio me dirá que tempo tenho para ele. Vão seguindo algumas novidades na Livraria Centésima Página - Guimarães, e outras a anunciar em breve noutros palcos e locais. Sigam-me também no pássaro azul ali ao fundo que começo a descobri-lo agora. Quando o post for muito grande vão ter também que carregar neste botão já aqui em baixo à direita que diz Read Full Post. A optmiziar para português brevemente.
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Incêndio

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Segundo incêndio na freguesia de S. Sebastião, centro da cidade de Guimarães, no espaço de 4 meses. Uma mão cheia de famílias está agora desalojada. Não se tratando de casas abandonadas, falta política de proximidade?
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