Think Pong no São Mamede
0 opinioesEstás convidado!
Think Pong em 2009
0 opinioesPor outro lado, começará já no dia 31 de Janeiro, pelas 15 horas, o "Think Pong no São Mamede". A transição da rubrica para versão "ao vivo" começará com o tema: "Blogues: espaços de (des)informação?". Tal como nas caixas de comentários do Think Pong, a participação está aberta a todos. Apareçam.
Think Pong: Nicolinas é Património Nosso
5 opinioesComeço este Think Pong desta semana destacando algo que costumo desvalorizar: o título. E faço-o porque acho que é importante frisar que estas festas estão acima de tudo aquilo que foi discutido nos últimos tempos sobre elas. Antes de mais porque falámos em Nicolinas e não em Pinheiro. Admirem-se os mais desatentos: As festas de São Nicolau são muito mais que uns milhares de indivíduos alcoolicamente bem dispostos, a disparar baquetadas desgovernadas num ritmo nem sempre assertivo. São antes de mais 6 números, a que juntámos uma semana de Novenas, e a Missa e Procissão de São Nicolau. São Posses e Magusto, são Pregão e Maçãzinhas, são Baile Nicolino e Roubalheiras.
Mas são realmente também Pinheiro. Mas mesmo esse, é mais do que a descrição acima feita. E dessa noite fica-me sempre a mesma imagem. Parado a vê-los acabar de descer os Palheiros, pedia silêncio como tantos outros faziam para ver tocar os “velhos”. O respeito pelo toque e pela tradição. À mesma “temperatura” e “alegria” de todos os outros, mas sem esquecer o que ali se faz: preserva-se uma tradição.
Nicolinas é por isso também mais do que uma marca registada. Mais do que grupos de ex-nicolinos, ex-membros de comissões ou de tertúlias de amigos. Mais do que conventos ou torres dos almadas. É marca registada da nossa vontade – aqueles que todos os anos trocam o sono, o estudo, os empregos e as caras de boa disposição no dia seguir pelas tradições centenárias – de sermos nicolinos enquanto antigos alunos das secundárias de Guimarães.
É também muito mais do que candidata a Património Cultural da Humanidade. É já, para todos nós, Património Mundial da "Vimaranensidade". Do orgulho da terra e da vontade de preservar os nossos valores. E as nossas melhores tradições. De mostra-la a todos os que vêm de fora para a ver. E a todos aqueles que sendo da terra, só ano após ano as vão descobrindo.
O presidente da Comissão de Festas deste ano destacava a vontade de revitalizar os números do Pregão e Maçãzinhas. Concordo. Era preciso revitalizar estes números, e apaziguar as relações entre todos aqueles que se batem para dizer que as Nicolinas são mais minhas do que tuas. As Nicolinas são de todos, mas principalmente daqueles miúdos, todos ou quase, menores de idade, que erguem o mastro ao alto, e o festejam 7 dias com mais responsabilidade que a gente grande o faz nos bastidores.
Think Pong: Assim, temos pouco Tempo Livre
2 opinioesSó que estes 7 anos são muito mais do que isso. A Cidade Desportiva conta neste momento a 100% com o Multiusos, o Scorpio, a Pista de Atletismos, as Piscinas, o CMAD e um conjunto de 8 pavilhões geridos pela Tempo Livre. Estes espaços passaram de um primeiro ano maioritariamente constituído por eventos organizados ou promovidos pela cooperativa, ou pela Câmara Municipal de Guimarães, para volvidos 7 anos nos depararmos com todo o tipo de actividades desde o religioso ao político, passando pelo desportivo e recreativo, até aos motores e à rede Social.
Observando por exemplo as actividades de cooperativa deste ano vemos que de facto atingiu-se um patamar considerável no agendamento de actividade recreativa/desportiva: Férias Desportivas, Projecto Enriquecimento Curricular, Feira da Pequenada, etc. (Afinal há uma política concertada de actividades essencialmente para jovens!)
O trabalho desenvolvido está de facto com o caminho bem traçado, falta no entanto, agora que consolidado o projecto, um salto qualitativo. Dar seguimento desde já às muitas e boas actividades programadas, e tentar dar o passo em frente em alguns eventos. Desportivamente, tentar receber um campeonato de nível internacional de uma modalidade de pavilhão. E ao nível de concertos, preencher a agenda nacional com um espectáculo que traga até Guimarães multidões. Para além deste último passo a dar, falta a meu ver uma outra capacidade de gestão dos pavilhões. Já o escrevi durante as férias, que quis jogar Voleibol e não tive onde. Há que criar condições para que todo o cidadão possa ser satisfeito nas suas necessidades, cumprindo assim com uma das funções da cooperativa, e do seu principal accionista a CM Guimarães.
Think Pong: Trilhar o caminho certo
0 opinioesFoi apresentado o novo Plano e Orçamento para 2009 da Câmara Municipal de Guimarães. O último do provavelmente penúltimo mandato de António Magalhães. E é antes de mais um Orçamento que tem em vista o futuro. Que coloca em primeiro lugar as necessidades dos cidadãos, sem descurar o lazer, o desporto e o inicio da obra para 2012 – Capital Europeia da Cultura. Que tem essencialmente três vertentes essenciais: a aposta firme nas obras que faltam fazer para o engrandecimento da qualidade de vida no concelho(leia-se saneamento, estacionamentos, vias públicas...), o investimento em infra-estruturas e eventos que elevem desde já Guimarães a uma das “capitais do país” a nível cultural, e como já havia sido anunciado, a transição dos poderes da autarquia para as escolas EB 2,3.
É um Plano e Orçamento de investimentos. De uma leitura atenta do executivo liderado por António Magalhães à actual conjuntura de investimentos que recairão na região, surge então um plano ambicioso que aproveitará da melhor forma o QREN e os fundos recebidos para 2012.
No que diz respeito à CEC serão desde já financiadas: Casa da Memória, Plataforma das Artes e Requalificação da Biblioteca Raul Brandão. O edifício da praça de Santiago do Museu Alberto Sampaio andará.
Quanto à qualidade de vida serão investidos à volta de meio milhão de euros em vias cicláveis, uma forte lacuna da qualidade de vida vimaranense. Serão ainda criadas outras infra-estruturas desportivas como é caso de um zona para skates e patins. Neste plano está reservada ainda uma verba alargada para a requalificação urbanística. Em grande destaque cerca de 4 milhões de euros para a requalificação do Largo do Toural, Alameda e Rua Santo Antónia. As artérias principais do centro da cidade. Arrancará também a obra do requalificação do Antigo Mercado. E ficará pronta a segunda fase da Circular Sul Nascente.
Na Saúde destaque para a construção da extensão de Saúde de São Torcato.
É caso para dizer que Guimarães está em alta velocidade, e contivesse este plano, ou o Orçamento de Estado investimentos em transportes públicos como uma linha ferroviária entre Braga e Guimarães, ou um metro para toda esta zona do Minho e eu dir-me-ia capaz de não criticar uma qualquer opção de investimento público. Assim fica este reparo e duas notas: Uma para a possibilidade de no próximo ano redobrar os esforços na cultura, e a outra, e salvo qualquer desatenção na leitura do documento, para a existência de uma discrepância inexplicável entre o investimento em Desporto e Cultura quando comparados com a rede social.
Think Pong: Piddac 2009 - Sinais de mundança
1 opinioesDepois de um ano em que havíamos sido contemplados com a insuficiente verba de 600 mil euros, dando seguimento à politica de já alguns anos de cortes nos investimentos, iniciada pela lógica do discurso da tanga, em especial para algumas regiões como a de Guimarães, desta vez o orçamento de estado reservou para a região uma soma a rondar os 14 milhões de euros.
Vemos assim de regresso o investimento público. Depois de dois primeiros-ministros de coligação PSD/PP - e com a actual líder do maior partido da oposição enquanto ministra das finanças -, os investimentos nas regiões foram levados ao mínimo possível, em nome do combate ao défice. Com José Sócrates, e depois de 2 mandatos a recuperar, assistimos agora a um novo ciclo. Um ciclo de confiança, de demonstração da mesma, e de um acréscimo no investimento nos pilares essenciais da sociedade, e uma aposta, em Guimarães, clara na cultura, acreditando no retorno possível com 2012.
Analisando mais friamente, desde logo, no meu ponto de vista, apesar da subida abrupta, estamos ainda com uma diferença demasiado grande quando comparados com um concelho como o de Braga que receberá algo na ordem dos 40 milhões de euros.
Mas ainda assim há que analisar as contas com os olhos de quem viu o investimento na sua região multiplicado por 25. De facto, mesmo sabendo que dos 14 milhões, 12 são o primeiro tranche da verba que financiará a Capital Europeia da Cultura, o restantes 1,6 milhões serão direccionados para investimentos normais para outros anos. Ou seja, haverá mais 1 milhão de euros do que no ultimo PIDDAC para Guimarães. Dos quais 15 mil euros serão para o centro de emprego, 950 mil euros para o centro de saúde de S.Torcato, 110 mil euros para a requalificação da Escola João de Meira e 535 mil euros para o parque judicial de Guimarães.
Ou seja, veremos chegar a Guimarães verbas para Saúde, Educação, Justiça e Segurança Social, via OE. Todas as grandes áreas da sociedade estão assim contempladas, dentro das possibilidades.
Quanto à restante verba, de 12 milhões para a CEC2012, parece-me um valor já considerável, visto que Guimarães já se encontra servido de equipamentos, e estamos ainda a 3 anos do acontecimento, podendo este valor ser investido em melhoria da oferta da cultura, para ir afirmando Guimarães mesmo antes de chegar à data comemorativa. No entanto, espera-se que os próximos PIDDAC’s dos anos que antecedem 2012, venham a aumentar ainda mais as verbas destinadas ao acontecimento, completando os falados 111 milhões de euros para o cumprimento do programa de festejos, ou preferencialmente ultrapassando esse valor.
Do outro lado: Um PIDDAC insuflado.
Think Pong - A praxe vista por dentro
2 opinioesNo entanto, e para mal de muitos que levam a praxe com correcção e respeito, cometem-se por vezes muitos exageros. E infelizmente são estes os casos que uma vez por ano, não mais do que isso, são notícia.
Ainda à praxe, são atribuídas críticas de um sistema pouco democrático, e de uma hierarquia definida por número de matrículas, levando a que os que mais “chumbam” sejam os “maiorais” da “brincadeira”. A estas criticas eu preferia responder com soluções. A praxe passava apenas a ter comissões de praxe, constituídas por alunos entre a 3ª e a 5ª matrícula, gerido internamente por um cardeal de curso (que poderia ser perfeitamente um aluno de 5 matrículas – note-se, sem chumbo) e um Maioral, no caso da Academia que melhor conheço, a do Minho, o Papa, votado numa eleição entre os tais cardeais de curso. Á partida acabavam-se os vícios e os agarrados aos poderes instituídos, que se deixam arrastar pelas universidades, e criava-se assim uma hierarquia marcada pela experiência académica, em tudo benéfica para alunos recém-chegados a um Mundo novo.
Restava aos elementos da praxe resolver duas criticas: a falta de liberdade e os exageros cometidos. Quanto à primeira, penso que não haverá muito mais a fazer. Estão criadas as condições para que qualquer um não tenha que passar por nada que não deseje – facto que faço sempre questão de referir a alunos novos – e passaria apenas por uma ligeira alteração nas mentalidades daquela, estou em crer, minoria que ainda despreza alguém por ter o rótulo de “Anti-praxe”. No que aos exageros cometidos diz respeito, esta tal liberdade de escolha de cada um facilita em tudo as coisas, e qualquer desrespeito que saia do âmbito da brincadeira é caso para os tribunais civis, e então, cada um é livre de escolher também fazê-lo.
Posto isto resta-me concluir que a praxe tal como está é passível de ser criticada, mas antes de continuarmos a ouvir do exterior pedidos do fim desta actividade que considero importante para os novos alunos, devemos ter uma atitude dentro da sua estrutura. E tal como qualquer outra, adaptarmo-nos aos tempos e às mentalidades.
Think Pong - Turismo premiado
2 opinioesAntes de mais, assumo desde já, que falar sobre o turismo da cidade, quando se é morador da mesma, não é uma tarefa fácil. Porque já conhecemos a oferta. Porque não temos real percepção do número de visitantes da cidade, das taxas de ocupação da hotelaria, entre outros. No entanto, e pelos números recentemente divulgados, ficamos a saber que o número de turistas que visita Guimarães aumentou. E isto é um facto.
Mas passando ao lado das opiniões. Guimarães, ao que me parece, tornou-se ao longo dos anos um destino escolhido por pessoas de meia-idade, ou idades avançadas. É também escolhido por pessoas com alguma capacidade financeira visto que grande parte da sua oferta hoteleira é constituída por hotéis de preços médio-alto. E aqui, em parte pelo tipo de monumentos e actividades disponíveis, parece-me que a aposta está mais do que ganha. Não fossemos nós Património Cultural da Humanidade, e não fosse essa uma “rota” preferencial deste tipo de público.
Mas, foi nesta semana também, que o Presidente da República visitou Guimarães. Cavaco Silva, passou pelo Circulo de Arte e Recreio, passando assim por um dos marcos mais importantes da rota juvenil da cidade. E não deixa de ser sintomático. O CAR é uma casa em tentativa de recuperação. Está a recomeçar a tentar ter alguma actividade cultural, e é dos poucos sítios que acolhe os Erasmus e os estudantes da Universidade do Minho do campus de Azurém. Mas o CAR está velho e a cair há anos! E se isto é a marca mais importante que temos para mostrar da oferta juvenil, também aqui pode estar explicado o facto de não existir – e aqui assumo, parece-me – um maior número de turistas jovens em Guimarães. Não existe oferta suficiente. Não existe uma noite tão apelativa como noutros tempos, nem tão pouco uma “circuito” de sítios a visitar e paragens obrigatórias. Para esta faixa etária. Temos que assumir: em diferentes idades temos diferentes tipos de interesse. E falta em Guimarães preencher esta lacuna para dar por completo o resto do excelente trabalho realizado no turismo vimaranense.
Do outro lado: Que turismo?
Think Pong - Política de Juventude
0 opinioesImporta antes de mais definir aquilo que discutimos. Na minha opinião, politica de juventude é tudo aquilo passa pelas actividades programadas pela autarquia dedicadas a jovens, pelo acompanhamento e pelos planos definidos pela câmara para eles, pelos espaços e infra-estruturas criados, mas também pelos apoios que o executivo guarda, no seu orçamento, para apoiar associações – sejam elas de jovens ou para jovens.
Vamos então por partes. Daquilo que às actividades organizadas para jovens diz respeito, Guimarães não tem grandes motivos de queixa. Em termos culturais, já o disse, podem faltar alguns nichos de público por satisfazer, mas entre Multiusos e CCVF vai havendo animação. Poderá no entanto faltar alguma articulação, ou no mínimo alguém que mande. Porque tanto “A Oficina” como a “Tempo Livre” são Cooperativas Municipais independentes. Tanto do Município como uma da outra. O que faz com que acabe por não existir um fio condutor que oriente toda a actividade.
Em termos desportivos, estamos mais do que bem equipados em espaços – desde as piscinas às dezenas de pavilhões da autarquia, passando pela pista de atletismo até ao parque da cidade. A juntar a isto “A feira da pequenada”, as “Férias desportivas”, ou mesmo os Domingos de manhã no parque da cidade, e outras organizações que acabam por transversalmente incluir uma grande parte das faixas etárias mais jovens.
A Câmara Municipal de Guimarães acaba por ter actividades de tempos livres, de complementos de horário nos primeiros anos de ensino e de recreio puro. Falta no entanto provavelmente dar continuidade até uma idade mais avançada. Se é verdade que este acompanhamento à formação corresponde a um plano que abrange quase desde nascença até aos 10/12 anos, não é menos verdade que a partir daí os jovens deixem de ter apoio municipal, seja na escolha de área do ensino secundário, seja mais tarde no apoio psicotécnico antes do acesso à universidade. E aqui podia ter um papel importante a desempenhar. Será que parte disto está abrangido pelo “Ponto Já!”? é que eu, à semelhança de uma grande maioria dos vimaranenses desconheço quase na totalidade o tal espaço.
Mas finalmente chegámos àquele que eu considero o ponto mais sensível da questão: os apoios às associações. A acompanhar o bom trabalho desenvolvido, e às melhorias ainda ao alcance no imediato que já aqui abordei ao de leve, a CMG deveria ter toda uma outra abertura aos apoios a associações jovens. Diz quem já andou pelo CMJ, que muitas vezes é complicado pedir apoios, porque são recusados de imediato, e dizem tantos outros grupos de jovens que tudo aquilo que peçam para alem do apoio logístico não passa também da fase de projecto. Salve-se no entanto a face visível da questão: O Barco Rock Fest teve apoio do município e o Cineclube dispõe da sala grande do CCVF. Espera-se da autarquia um crescimento diário. Porque podemos aprender com o tempo, e porque realmente está na hora de unir todos os pontos positivos da sua política de juventude e torna-la nisso mesmo. Num plano que seja algo mais que um conjunto disperso de excelentes actividades.Mas espera-se mais do que isso. Que ganhe força toda uma nova vaga de motivação e de actividade por parte das associações que existem e daquelas que poderão surgir – a tão falada associação de bares da Praça e Oliveira – , trazendo, quem sabe, consigo a aprovação e o apoio do Convento de Santa Clara.
Do outro lado: Temos uma política de juventude?
Think Pong - Parabéns em evolução
10 opinioesE se por um lado a regularidade e o facto de pagarmos e termos que estar realmente interessados para assistir é algo de que nos devemos orgulhar na mudança, o facto de nestes três anos a cultura para todos - não em qualidade ou tipo, mas em preço e espaço - ter sido reduzida a quase nada é algo que devemos questionar. Até as Gualterianas fugiram das suas gentes...
Mas a mudança de atitude foi notória. A casa de espectáculos do São Mamede, por exemplo, acaba por surgir "na onda" do crescimento cultural da cidade. Pena é que seja mal gerida a todos os níveis e se tenha tornado em tudo menos numa casa de espectáculos. Mas isso dava pano para outras mangas.
No que diz respeito à programação as opiniões sobre o CCVF divergem. Na minha opinião, e porque é a música, de entre as artes aquela que mais me diz, há ainda algum trabalho a fazer. Não tenho dúvidas que já passaram nos três palcos de Vila Flor grandes nomes. Mas falta mais e diferente programação. E quando falo em em mais e diferente falo em bandas portuguesas como Blind Zero, Toranja (agora a solo Tiago Bettencourt), Xutos e Pontapés(coitados que mal se mexem, mas há três anos podiam ter vindo ainda em forma), etc que há muito que não visitam a cidade. Em nomes internacionais como os The National que cá estiveram, mas também os Klaxons e os MGMT. A diferença de preços entre trazer uns ou outros não deve ser astronómica. E em termos de vendas, acho que compensava. Este tipo de programação que tanto público atrai está longe de fazer parte dos planos da Oficina, enquanto gestora do espaço. Eu percebo que para actuarem no café concerto têm que ter pouca dimensão - sugiro já agora que apanhem o comboio dos MySpaces e das "Anas Frees", algo que a Casa da Música do Porto por exemplo já vai fazendo no seu espaço exterior. E que para qualquer um dos auditórios têm que ter um estilo de música adequado ao espaço - mesmo aqui ainda há trabalho a fazer, mesmo em termos de bandas portuguesas. Mas e então os "The National" e "Liars" não actuaram na relva? Não sendo adepto, Buraka Som Sistema não seria uma noite bem passada na parte exterior?
Falta, portanto, meio-termo em Vila Flor. Deve haver algum cuidado para não se chegar ao popular do Multiusos, mas também para não ficarmos assim tão afastados da maioria. Eu tenho alguns, mas quantos mais jovens da minha idade têm CD's das bandas que actuam no CCVF? Pensem nisto.
Nota: excepcionalmente, o "Think Pong" é publicado esta semana à terça-feira, devido a compromissos pessoais.
Do outro lado: Basta colocar-nos no mapa?
Think Pong: Para que servem os números?
14 opinioesCerca de 85% dos candidatos ao ensino superior garantiram a sua entrada. E desses, cerca de metade na sua primeira opção. Foram resultados recorde. Sinais dos tempos. Toda a gente agora quer uma licenciatura, mesmo que não chegue a conclui-la, ou mesmo que a termine e saia directamente para um mercado de trabalho que não é o seu ou para o desemprego.
E é por isso que este ano "recorde" tem muito que se lhe diga. Antes de mais devemos ficar satisfeitos: as médias subiram em geral, houve um maior número de estudantes satisfeitos na hora do concurso e há essencialmente um número nunca antes visto de pessoas à procura de uma maior formação.
Mas temos o reverso da medalha. Estes resultados positivos devem-se a alguns pontos que suscitam algumas duvidas sobre os mesmos. Abriram 50 000 vagas novas para o ensino superior. Ou seja, é natural que mais gente tenha ficada colocada. As médias subiram muito por culpa de alguns exames, como é exemplo o de Matemática, que foram bastante facilitados.
Pessoalmente, valorizo entre estas duas faces aquela que é positiva. Mas sou um adepto do inconformismo e da constante evolução. Por isso devemos querer mais. E devemos saber criticar. Devemos exigir ainda melhores resultados e ter outras formas de avaliar e aconselhar os nossos alunos. Tanto ao 9º como ao 12º ano. Devemos pesar estes números de colocações com os da formação profissional, e das saídas para o mercado desses cursos. Estamos a entrar num ciclo vicioso de excesso de formados para os lugares disponíveis. Continuaremos a ter gente com excesso de formação para os lugares que acabarão por desempenhar nos seus empregos. Será que os interesses do país não deverão estar à frente da mentalidade "empresa" das universidades, que analisam os novos anos e abertura de novas vagas e cursos pela necessidade de propinas?
Há agora que preparar o novo ano, dar continuidade à evolução no ensino dos últimos 10 anos, e ir mais longe! Principalmente nos técnicos, nos profissionais, na aproximação das universidades aos mercados, e no correcto acompanhamento dos estudantes.
Nota: É interessante analisar a possível mudança de paradigma. Existem duas engenharias (Biomédica e Bioengenharia) com médias superiores a alguns cursos de medicina.
Think Pong: À espera do futuro
3 opinioesMas o Vale do Ave tem um outro problema que provavelmente não terá resposta com este novo espaço. A grande parte da mão de obra no desemprego não tem formação suficiente para ocupar os lugares que surgirão.
Mas à parte disso, o vale do Ave, a Universidade do Minho e Guimarães, têm aqui uma oportunidade de se lançarem. Antes de mais este espaço vem dar resposta à grande quantidade de quadros técnicos que são formados por estas bandas. Vem por isso ser uma alternativa ao estrangeiro para os bons técnicos e investigadores. Poderá aqui, para Portugal, compensar aquilo que durante alguns anos o país gasta na sua formação para agora poder ver surgir efeitos práticos do mesmo investimento.
Para além disso, podemos agora com empresas colocadas cá, tomar a dianteira dos grandes projectos de futuro, da tecnologia avançada e das grandes ideias que já vão surgindo pela universidade.
Mas sem querer fugir demasiado ao tema, o AvePark poderá também ser um teste às empresas que já existem pelo Vale do Ave. A eterna ideia da modernização da sua industria, do perspectivar o futuro para estar dentro da “moda”, da mudança de sector se necessário, e toda essa forma de pensar actual que faz com que a pequena empresa possa subsistir estará aqui bem patente. Mudando as suas instalações para lá ou não, em toda esta grande área de industria surgirá todo um novo ambiente empreendedor. E os exemplos que chegarão serão sempre uma mais valia, para que a competição com empresas do mesmo do nível (baixo), deixe de ser uma realidade, e novas apostas sejam visiveis desde já.
Terminaria apenas com uma ideia com que fico. A ideia base do AvePark está assimilada. Mas tanto a nível de benefícios para a região, como de gestão tanto global do parque como das próprias empresas, criação de empresas, criação de postos de trabalho, potenciação da panóplia de quadros técnicos formados no nosso país, etc, existe todo um interesse instalado naquele espaço que obrigará a segui-lo de perto no futuro. Estejamos optimistas!
Think Pong
0 opinioes
Estamos suficientemente afastados do ponto de vista ideológico para entendermos que este pode ser um exercício interessante tanto para nós como para os nosso leitores.
A ideia é simples: todas as semanas vamos escolher um tema, preferencialmente local, mas não necessariamente. Depois, as nossas opiniões sobre esse assunto serão publicadas em cada um dos nosso blogues com um link para o texto do outro. A discussão, esperamos, continuará desse lado da Rede.