Indecisão na ala direita

0 opinioes

Pela direita da defesa nacional passaram Caneira, não convocado para a fase final, Miguel e Bosingwa. Miguel fez como titular 9 jogos. Ganhou 6, empatou duas vezes (Sérvia e Arménia fora), e esteve na derrota na Polónia. Já Bosingwa jogou nos empates em casa contra a Polónia, Sérvia e Finlândia, e este na vitória sobre a Arménia. Nesta escolha Scolari, parece-me que, terá em atenção o adversário que tem pela frente. Bosingwa foi o titular dos jogos mais defensivos, ou quanto mais não seja, daqueles em que enfrentamos em casa os adversários mais temíveis do grupo. Já Miguel, foi em número, o titular por excelência. No entanto há que destacar o passado mais recente.

Os últimos dois jogos foram de Bosingwa. Ainda assim, creio que opção de Scolari cairá em Miguel por sistema.
Read On

Não há defesa-esquerdo

0 opinioes

Na posição de defesa esquerdo está a minha maior preocupação. Portugal não possui de momento nenhuma solução de raiz com capacidade de aparecer na selecção a bom nível. Antunes é verde, e Nuno Valente está demasiado maduro…
Caneira é central de formação, Paulo Ferreira é defesa-direito, ou médio direito, como jogava em Setúbal e Jorge Ribeiro já ganhou estilo e preponderância no Boavista de médio esquerdo. Mas passando ao apuramento de novo.

Nuno Valente jogou os 3 primeiros jogos. Mal, diga-se. Depois, e durante 5 jogos consecutivos, foi a vez de Paulo Ferreira ocupar essa posição. Caneira entra na equipa no empate em casa frente à Polónia, mas sai lesionado aos 14 minutos lesionado, apesar de ter deixado grandes sinais de capacidade defensiva. Regressa por esse motivo, Paulo Ferreira, jogando o empate com a Sérvia e nas vitórias sobre Azerbaijão e Cazaquistão.
Nos últimos 2 jogos, volta Caneira. Aqui aconteceu o mesmo que no meio-campo. Ao fim da regularidade de Paulo Ferreira, dos azares mas da preferência por Caneira, o ex-Sporting, fica de fora da convocatória para entrar Jorge Ribeiro. Acima de tudo acho notório que Scolari nunca soube muito bem o que queria para titular naquela posição. Depois, Caneira e Paulo Ferreira acabam por ter carreiras, nesta época, nos clubes, muito parecidas.

Mal amados pelas direcções e duas diferentes equipas técnicas, passaram algum tempo no banco de suplentes, e fora das convocatórias. E para concluir, tendo no meio disto tudo, o seleccionador nacional optado por Paulo Ferreira, e sendo a outra opção mais evidente, Jorge Ribeiro, com apenas uma presença, e como suplente, nesta fase de apuramento, o lateral do Chelsea será obviamente titular.
Read On

Eixo da defesa - “Kaiser Carvalho” mais um?

2 opinioes

Na posição de defesa-central, existe uma “quase certeza”. Ricardo Carvalho será titular! Dos 14 jogos de apuramento, falhou apenas 6. O que, entre questões físicas e disciplinares de um defesa, acaba por ser quase nada.
Por isto, e pela qualidade inegável do Beckenbauer português, parece-me uma escolha evidente. Só que pelo caminho, Scolari testou nada mais, nada menos do que 7 nomes para completar o eixo da defesa. Sendo eles: Ricardo Rocha (2 presenças), Ricardo Costa (1 presença), Tonel (1 presença), Meira (6 presenças, uma delas como trinco), Jorge Andrade (4 presenças), Bruno Alves (6 presenças, nos 6 últimos jogos) e Pepe (1 presença). Por aquilo que foi a qualificação, Bruno Alves e Fernando Meira, discutiriam a presença ao lado de Ricardo Carvalho, mas o patriotismo de Scolari pode vir a falar mais alto, e talvez o “atrasado”, por obrigação do Real Madrid, Pepe, venha ainda a tempo da titularidade. Opção de Scolari: Pepe, a minha: Fernando Meira.

Depois da análise da defesa deixo apenas uma última equação com duas variáveis: e se fosse: 1. Miguel, Ricardo Carvalho, Meira e Miguel Veloso a defesa-esquerdo? Ou ainda 2. Miguel, Ricardo Carvalho, Pepe, Miguel Veloso e Meira a trinco?
Tanto Fernando Meira como Miguel Veloso podem aparecer nas opções da defesa, e nas do meio-campo.
Read On

Meio-campo: Os trincos de Scolari

0 opinioes

O brasileiro usa sempre 2 homens defensivos. Um trinco e um “box-to-box”, deixando, ainda mais à frente, espaço para um número 10. Os trios, ao longo do apuramento, foram variando demasiado como já falei anteriormente. Para além dessa tal história de Maniche, Tiago e Costinha, que repartiram em 3 o apuramento, estando agora os 3 de fora da fase final – o primeiro parece-me injusto, os outros dois estou do lado de Scolari –, existem ainda outros nomes. Aqueles que realmente vão lá estar e outros que passaram nesses lugares.

O início do apuramento (Portugal 1-1 Finlândia e Portugal 3-0 Azerbaijão) fez-se com o “trio de Mourinho” – Costinha, Maniche e Deco. Ao 3º jogo, Maniche é, por opção técnica relegado ao banco, entrando Petit para o seu lugar.

Isto aconteceu no descalabro na Polónia, que em 17 minutos, Portugal já perdia por 2-0, e correu até aos 90 para reduzir por Nuno Gomes.
No jogo seguinte dá-se a maior reformulação na equipa da fase de apuramento. Apenas Deco resiste no centro do meio-campo.

Tiago e Raul Meireles foram os homens que passaram a fazer-lhe companhia, na vitória sobre o Cazaquistão. Sendo que para os dois jogos seguintes, nem Deco resistiu, mas este foi por lesão, jogando o regressado Petit, Tiago e Moutinho. Deco regressa de seguida da lesão, passando para o banco o “baixinho” do Sporting.
Na Arménia, e devido à lesão de Petit, volta também Raul Meireles. O médio do Benfica regressa no empate em casa contra a Polónia, trazendo com ele Maniche, completando Deco no centro do terreno. Jogaram os mesmos 3 em Portugal contra a Sérvia, no empate a uma bola. Para o Azerbaijão, Miguel Veloso, a pedido de muitas famílias, e dos problemas físicos de novo de Petit, entra na equipa para o lado de Maniche e Deco. Vencem Azerbaijão e Cazaquistão. Deco lesiona-se de novo, e entra Simão para número 10. No último jogo o meio campo foi completamente diferente. Meira a trinco, Miguel Veloso e Maniche na construção a meias.

As escolhas da fase final
No que às escolhas da fase final diz respeito: Infelizmente, pelo número de presenças, Raul Meireles parece-me relegado para o banco de suplentes. Foi apenas chamado para colmatar a ausência de Petit. Sendo que Maniche e Tiago ficaram de fora dos convocados, a minha aposta seria Miguel Veloso, Moutinho e Deco. Só que na cabeça de Scolari, por razões de experiência e de confiança no homem, parece-me que será mais: Petit, Moutinho e Deco. Sendo que nas hipóteses de Miguel Veloso a defesa-esquerdo, ou de Fernando Meira a trinco, as coisas podem mudar bastante. Mas nesta selecção há algo que me preocupa realmente. Não existe um “10” alternativo a Deco. Simão não o é, Moutinho também ainda não, e Carlos Martins vai ver os jogos do Europeu a partir de casa.
De destacar ainda neste meio campo:
  • Petit está no melhor e no pior da equipa. Esteve na vitória por 4-0 à Bélgica, na derrota na polónia, e nos empates caseiros.
  • Aquilo que parece problema para mim, para os jogadores da selecção nunca o foi: Sem Deco, Portugal não perdeu. Empatou com Sérvia e Finlândia e venceu a Arménia em má exibição, a Bélgica na tal melhor de todas em que o seu substituto foi: Moutinho!
Read On

Extremos - Quem jogará do outro lado?

0 opinioes

Nas alas, jogará Ronaldo numa delas, de caras. Falhou apenas um jogo, a vitória na Bélgica, em que Nani apareceu endiabrado, e foi decisivo muitas vezes. É o melhor do Mundo, chega? Do outro lado passaram: Nani (2 vezes), Simão (7 vezes) e Quaresma (6 vezes), sendo que uma das presenças de Simão é como “nº 10”.

Nani, apesar de ser a minha escolha, parece-me que ficará no banco a suplente de luxo, deixando a dúvida entre a sobriedade e falta de afirmação de quinas ao peito de Simão e a trivela mágica porém inconstante de Quaresma. Sendo que com Simão a titular Portugal apenas venceu Cazaquistão e Azerbaijão em casa, e que a escolha de Scolari no passado mais recente, nos últimos jogos da qualificação, foi sempre Quaresma, penso que o “Harry Potter” do Futebol Clube do Porto terá o seu lugar como titular.
Read On

Ataque - Saudades de Pauleta?

0 opinioes

Depois de falar tão mal dele, durante tanto tempo, às vezes dá-me a impressão que tenho algumas saudades do Açoriano. Na posição de Ponta de Lança a dúvida recai sobre o “velhinho” Nuno Gomes, a “incerteza” Hélder Postiga e o “incompreendido” Hugo Almeida, que parece que continua sem ser aposta firme de Scolari. O avançado, nº 21 do Benfica, fez 7 jogos como titular. Portugal ganhou 3 vezes, perdeu uma e empatou outras 3.
Nuno Gomes marcou por 3 vezes nesse espaço. O empate na Finlândia que valeu um ponto, o golo tardio na Polónia, que valeu pela honra, e o 1-0, que abriu as portas da goleada à Bélgica.
Já Postiga foi titular na Bélgica, marcando aos 64, um "golaço" de fora da área que valeu a vitória por 2-1. Este golo deu-lhe a hipótese de jogar contra a Arménia, mas foi uma das piores exibições neste empate a uma bola.
O outro avançado é Hugo Almeida. O “gigante” do Werder Bremen apareceu como titular 3 vezes. Vitórias consecutivas sobre Azerbaijão, jogo em que marcou, Cazaquistão, saiu para entrar Makukula que resolveu, e 1-0 contra a Arménia, onde os 3 pontos, que se afiguraram decisivos, por se tratar do penúltimo jogo, saíram dele. Numa selecção que joga preferencialmente pelas alas, os seus dois golos no apuramento aparecem de cruzamentos dos defesas-direitos Miguel e Bosingwa.
Por tudo isto a minha aposta é Hugo Almeida. No entanto, a de Scolari, espero enganar-me, mas por aquilo que foi mostrando na história da selecção, em que nunca abdicou de dar confiança a um único avançado, será Nuno Gomes, o sucessor de Pauleta que o técnico escolheu.
Read On

O "11" de Scolari

0 opinioes

Guarda-Redes : Ricardo
Defesa: Miguel, Ricardo Carvalho, Pepe e Paulo Ferreira
Médio: Petit, Deco e João Moutinho.
Ataque: Quaresma, Ronaldo e Nuno Gomes.
Read On

Notas Finais

0 opinioes

Teimosia ou não, aquele que parece ser o onze nacional escolhido por Scolari, apenas difere em duas peças da melhor exibição do apuramento. No 4-0 contra a Bélgica, jogou o agora lesionado Jorge Andrade, que perderá assim o lugar para Pepe, e Deco na altura castigado, deixou vaga no onze para Tiago, que ficou de fora dos convocados finais. Uma última curiosidade.

Nas substituições daquele dia podem residir algumas das dúvidas da selecção actual: Nani entrou no lugar de Quaresma e Meira entrou para trinco, rendendo Petit.
Hugo Viana por Ronaldo foi mesmo para as palmas na altura, não se preocupem!
Read On

Momento cómico do dia

2 opinioes

Como eu me ri com isto!
Read On

Determinado

1 opinioes

Está aberto mais um "estaminé" na blogosfera vimaranense. É o indeterminante, mas de um rapaz determinado. Vou passando, Tiago ;)
Read On

Falando a sério...

4 opinioes

O site Guimarães Digital dá hoje uma notícia relativa ao suposto interesse do Arsenal em Ghilas, e do Benfica em Geromel. Emílio Macedo já respondeu, e muito bem diga-se, que lamenta que este tipo de interesse apareça num final de época em que está tudo em decisão ainda na Liga Bwin. O meu comentário é diferente. Quando não dá para comprar árbitros, quando já não chega sequer a pressão que se põe todas as semanas em cima deles, tenta-se corromper a moral dos jogadores adversários. Em Inglaterra eram processados...
Read On

Futuro a prazo

3 opinioes

Lia-se na edição nº 782, de 28 de Fevereiro de 2008, da revista “Visão”, uma excelente reportagem, de Clara Teixeira e Joana Fillol, chamada “Geração em saldo”. Na peça podíamos ler alguns números assustadores do que, ao emprego jovem, diz respeito. A verdade é que a realidade já todos a conhecemos. A geração dos 18-35 actual, na qual eu me encontro, atravessa muitas dificuldades. O que serve para acentuar muitas das vezes os problemas já existentes na geração dos pais.

Com ou sem formação, arranjar emprego não é uma tarefa fácil. Mas para quem não tem formação, existe sempre a hipótese de agarrar algumas oportunidades que lhes são dadas. Mas a vida nem sempre o permite. E a necessidade de liquidez num agregado familiar muitas vezes apressa a decisão entre a escola ou o mundo do trabalho. Mas no caso da reportagem que falava, o desemprego em jovens com formação (licenciatura, pós-graduação, mestrado ou doutoramento) preocupa bastante mais.

O hábito de contratar jovens a prazo é conhecido. E o novo hábito de fazer uma rotatividade entre estes contratos é assustador. Para a entidade que emprega, faz todo o sentido! Contratar um licenciado acabado de sair, com enorme vontade de trabalhar a qualquer custo, dando-lhe um estágio, ou posteriormente um subsídio encapotado de ordenado, a recibos verdes. E o pior é que, dependendo obviamente das áreas, as condições nem são as melhores. A liberdade para inovar ou fazer algo diferente das rotinas das empresas é prontamente censurada pelos patrões, que muitas das vezes são empresários à moda antiga. 4º ou o 6º ano de escolaridade, e que de negócios apenas entendem o que adquiriram com a experiência. Pouca teoria, e demasiado poder para quem pode vetar as decisões de um licenciado.

A verdade é que o número de empregos jovens, até teve algum crescimento. E é verdade também, que os números podem ser analisados com enorme boa vontade. É mais fácil a um licenciado procurar emprego, e em média o salário que irá receber será superior ao do não licenciado. Mas se aos números juntarmos o crescimento do emprego precário e dos estágios profissionais e profissionalizantes, percebemos que os números não são assim tão animadores para quem ainda procura emprego. E, sem terem essa noção muitas vezes, também para quem está na altura de decidir entre trabalhar ou prosseguir os estudos no ensino superior.

Mas o estado tem aqui um papel muito importante, e que terá que o assumir rapidamente. O ensino superior não é, nem pode ser um negócio. Então, por muito que uns milhares de novos alunos anuais em cursos falidos a nível de saídas profissionais, seja lucrativo, aquilo que representará a saída de toda essa gente para um mercado de trabalho que não os conseguirá absorver, poderá resultar, não só em gastos directos do estado, como em revoltas sociais e até mesmo em problemas psicológicos para os futuros desempregados. Está na hora de fechar cursos, e de limitar as entradas noutros. Acompanhando tudo isto com incentivo à formação profissional e técnica dos finalistas do 9º e 12º ano de escolaridade.

É urgente legislar de forma mais apertada, os contratos de trabalho. Acabar com os absurdos dos 6 anos de contratos a prazo, e fiscalizar os que passam desse limite ilegalmente, e dos contratados a recibos verdes.
Texto publicado na edição de hoje, 4 de Abril 2008
do "Povo de Guimarães"
na coluna "Abertamente Falando"
Read On